O melhor ainda está para vir

30.12.17

O Instagram diz que estas são as minhas #bestnine fotografias do ano que agora termina e é com elas que ilustro o último post de 2017.
Não me alongando muito em reflexões e deixando para mim a análise das mesmas, olho para 2017 com carinho. Foi um ano de muito trabalho, de grandes desafios, de pequenas conquistas e de grandes aprendizagens. No fim, o balanço é positivo, porque, entre outras coisas, na recta final consegui aperceber-me do que tinha falhado e ajustar o leme para o que está para vir. Em 2018 quero fazer diferente, quero fazer melhor.
Para o ano que não tarda começa, por agora existem desejos e intenções - deixo os objectivos e as metas para delinear mais à frente - e todos eles com um denominador comum: manter o foco no que é importante para mim e deixar a vida acontecer.
Dizendo assim parece fácil, mas acontece que, com a corredia dos dias e a velocidade com que tudo acontece,  é para mim fácil perder este Norte, ser embrulhada na corrente, não me conseguir ouvir no meio de tanto ruído e não ter espaço nem agenda para o improviso.
Por isso, para este novo ano, peço capacidade e discernimento para saber parar, para saborear mais os pequenos momentos, para procurar em mim as respostas e para fazer disso um estilo de vida e uma inspiração. 
Olhando daqui, 2018 tem tudo para ser uma viagem memorável. Espero conseguir manter-me fiel às intenções que hoje partilho com vocês.
Entrem no novo ano com o pé direito, com os dois pés, em cima da cadeira, a bater panelas, a lançar confettis, a dormir no sofá ou com uma nota na mão. Entrem como quiserem, mas entrem bem. 

Feliz 2018!  

Por Janeiro de Cima

29.11.17

Aproveitámos a Black Friday para comprar o que mais nos fazia falta, tempo. Não havia descontos, mas o saldo foi bem positivo.
Sabem aquela sensação de que os dias parecerem maiores quando estamos longe da rotina? Aqui duplica. Acreditem!
A Rede das Aldeias do Xisto, é constituída por 27 aldeias distribuídas pelo interior da Região Centro de Portugal. Janeiro de Cima é uma delas.
Chegámos 6ªfeira à noite e partimos no Domingo ao fim da manhã. Ficámos hospedados na Casa da Pedra Rolada, uma típica casa de pedra com um interior renovado, pensada para nos conectarmos mais uns aos outros e onde a Manuela e o João, nos receberam como quem recebe amigos de longa data. 







Neste espaço de tempo, que parecia curto e nos levou a pensar que tínhamos de andar a correr, tomámos refeições demoradas, caminhámos pela aldeia, apanhámos dióspiros e romãs, comemos uvas e medronhos directamente da árvore, conversámos com quem passava. Vimos quem andasse a apanhar azeitonas, quem levasse o borralho da lareira num balde, quem pacientemente andasse a passear as ovelhas. Fomos ver o Zêzere.




No sábado foi também dia de workshop na Casa das Tecedeiras, onde tive a oportunidade de conhecer o espaço, quem tece, quem gere e as peças bonitas que por lá se fazem.  Para quem como eu, não pode ver teares e fios sem ficar com vontade de levar tudo para casa, assim que se entra é começar a hiperventilar. Como não podia ser de outra forma, foi num ambiente familiar, entre chá, bolos e minis que uma turma animada, empenhada e com vontade de conhecer e explorar os meandros da tapeçaria, se entregou à arte de tecer até a noite já ter caído na aldeia. [as fotos do workshop, ficam para outro post]
Prometemos voltar, portanto, em breve, temos novidades para contar.





○ The Circle Collection ○

31.10.17
Tem dias em que parece que nos movemos em “loops” e que damos grandes voltas para terminar no preciso lugar onde começámos. Ficamos presos num círculo, na repetição, nas sequências dos dias e da vida. Tem dias em que nos apetece romper o círculo ou apenas sair desse para outro qualquer. Mas como? De tanto andar à volta, baralham-se-nos as ideias e muitas vezes paramos, na expectativa de que a tontura passe. Para não entrar nesse marasmo, não ficar tonta e continuar a reflectir, lancei uma colecção - repetitiva e cheia de loops –, criada com o recurso a um movimento que ao atingir uma determinada cadência se tornou meditativo. 
Chama-se “Circle Collection” [essa forma pura da geometria que tantas vezes nos deixa enviesados].


Who Runs The World?

29.5.17




Eram 15, só senhoras e não consegui fazer um único vídeo no Insta Stories...Está tudo dito não está?!
Foi o grupo da freguesia da Assenta, o penúltimo deste projecto que já começa a deixar saudades. Amanhã é dia de rumar a Torres Vedras e conhecer os "the coolest weaving students" do Monte Redondo. 

Agora é hora de preparar tudo. Até amanhã.



Tábuas Tecidas

28.5.17

 O Artlier é uma escola de artes e ofícios em versão "caixinha de surpresas". Quem chega à porta, em Campo de Ourique, não consegue imaginar o que se passa lá dentro - amplos espaços de trabalho, mesas e paredes forradas a ferramentas, cadeiras penduradas um pouco por todo o lado, móveis antigos, peças para restaurar, tubas, pincéis, tintas...Um caos calmo que aguça a criatividade, o paraíso para quem gosta de criar.


Pois bem, foi no meio deste cenário que montámos a mesa de trabalho para uma Oficina de Iniciação à Tapeçaria, em tábuas apanhadas na praia. Durante o workshop, experimentámos e aprendemos as técnicas e pontos base, falámos sobre as imensas possibilidades de suportes onde tecer, experimentámos materiais e criámos texturas. Foi uma tarde muito bem passada, animada e com resultados, embora seja suspeita, muito bons mesmo. Deixo-vos algumas imagens para espreitarem o que por lá se passou e para descobrirem um bocadinho o Artlier. 
Voltamos a Campo de Ourique em Setembro (quando houver data certa aviso) e vamos até Cascais no próximo fim-de-semana, ao Estúdio da Vila, para uma nova Oficina. 







Paisagens Tecidas III

23.5.17
A última aula da semana passada, levou ao edifício da Porta 5, da Câmara Municipal de Torres Vedras, e até mim, 10 simpáticos alunos da freguesia do Outeiro. Chegaram animados e foram ainda mais, satisfeitos que estavam com os resultados da manhã. A prova é a fotografia de grupo! 
Amanhã voltamos às aulas mais cool de tapeçaria, logo pela manhã e podem sempre nos acompanhar-nos pelas histórias do Instagram.







Paisagens Tecidas II

17.5.17
Ao segundo dia de Oficina de Iniciação à Tapeçaria - "Paisagens Tecidas", foi a vez da freguesia da Carvoeira.  Mais um grupo que chegou cheio de vontade mas com muitas dúvidas que iria conseguir . O resultado foi o que vos mostro nas imagens.  É tão gratificante este projecto, a forma como cada um agradece o tempo que passou a aprender, os beijinhos e os abraços no fim, o "ai filha", o "ritinha" e o "óh menina". Amanhã começamos cedo, com um novo grupo. 








Paisagens Tecidas I

11.5.17


Hoje foi a primeira de cinco oficinas que, a convite da Câmara Municipal de Torres Vedras, vou orientar durante este mês de Maio a grupos séniores. Começámos com a freguesia de Carmões e com 9 alunos empenhados e decididos a fazer bem, nem que para isso tivessem de desmanchar vezes sem conta!
Desde que iniciei este percurso já tive a oportunidade de partilhar estes momentos com diferentes pessoas e em diversas oficinas - crianças, adultos, pais e filhos,... - mas esta foi a primeira vez para um grupo sénior e foi especial. Deixo-vos as imagens e prometo partilhar as próximas oficinas. Deliciem-se. 












Enfeirar

27.4.17

Duas coisas que gosto muito: tecer e feiras de velharias - esta última pelo efeito surpresa ou de frustração e por ser a oportunidade de encontrar objectos bonitos, valiosos ou só engraçados. É um programa que eu gosto e que faço sempre que consigo. 

A minha última ida a uma feira de velharias, foi uma espécie de sorte grande, porque não só trouxe para casa uma secretária para criança, de madeira, daquelas que lembram as da escola de antigamente, com tampo inclinado, banco e toda uma peça só, como ainda dei de caras com estas duas raquetes de madeira, da marca Slazenger, que claro, acabaram a ser tecidas!

Esta experiência abriu todo um novo campo de possibilidades para mim e acabou por juntar duas actividades que gosto - à semelhança das tábuas tecidas que juntam o tecer com as idas à praia. Por isso tenho cá para mim que me vou tornar numa espécie de caçadora de peças antigas, objectos vintage e demais tralhas.
Por aí há amantes, entusiastas e aficcionados de feiras de velharias? 
Quais são as melhores para visitar?


*As duas raquetes estão disponíveis para venda.

[ Entretanto]

20.4.17

No início deste ano, assumi comigo a responsabilidade de que ia dar mais atenção a este lugar, porque queria mesmo que ele se tornasse uma espécie de diário gráfico digital, das minhas pesquisas, evoluções e descobertas, mas não só. Queria também utilizá-lo para tirar dúvidas, incentivar a DIY, mostrar outros trabalhos, outras pessoas e tudo o que fosse, do meu ponto de vista, inspirador. Tinha e tenho até um novo projecto para ele (imaginem!). Mas o meu último post é de Janeiro - está tudo dito, não está? 

Não sei se é falta de tempo, se de gestão, se de conseguir implementar um ritmo ou uma rotina de vir aqui uma ou duas vezes por semana contar o que se passa ou mesmo falta de segurança, por muitas vezes achar que o assunto em questão não tem assim tanto interesse para outros além de mim. Isto de ter um blog para alimentar, tem muito que se lhe diga e eu decididamente tenho muito que aprender. 

Sem querer usar isto como razão para não ter escrito um único post em três meses, a verdade é que tenho estado imersa em trabalho, a dar mergulhos num projecto grande e, confesso, embora seja mulher não sou um ás do multitasking. 

Mas hoje apeteceu-me muito regressar e cá estou. 
Querer é poder, por isso, volto já!

Boa sexta-feira minha gente ♡

Ultimamente, por aqui

10.1.17

Apanhar tábuas na praia, tratá-las, tecê-las e dar-lhes uma função para além da meramente decorativa - como de base para copos e chávenas ou ainda como pequenos tabuleiros para o café -, tem sido o ponto de convergência por aqui. As "Tábuas Tecidas" é um projecto, dada toda a envolvência,  pelo qual tenho um grande carinho e por isso este ano decidi explorá-lo mais. 
Janeiro tem sido um mês em que tenho feito um esforço grande para me concentrar no essencial, por manter o foco, por não me dispersar, um trabalho que não é fácil para mim, não só porque hoje facilmente nos perdemos a navegar pela Internet, mas também porque tendo a ser uma pessoa um bocado caótica a nível criativo. 
Este mês, faço também a estreia em dois eventos: o Domingo de Bazar , a 22 de Janeiro, onde poderão ver ao vivo muitas das "Tábuas Tecidas" e conhecer projectos interessantes; e o "A,B,C da Tapeçaria" em formato de actividade de família, a 28 de Janeiro. 
Encontrar tempo para me dedicar a outras coisas que gosto, porque muitas vezes é nelas que mais bebo inspiração, também é palavra de ordem para este ano e por isso, estou quase a terminar um pequeno projecto de tricot, no qual utilizei o fio Zagal  e comecei a ler um livro - presente de Natal - que é uma compliação de entrevistas da Anabela Mota Ribeiro à única Paula Rego.

Boa Semana para todos.