Alquimia da cor

29.11.16


Há qualquer coisa de mágico na tinturaria natural. É a conclusão mais unânime em quem aprende, experimenta e domina a arte de tingir com o que a Natureza tem para oferecer. Em Outubro, tive o prazer de passar um dia com um grupo animado a aprender esta arte com quem a domina - a Fátima Gavinho -, num lugar especial - o Museu de Etnologia -, e foi realmente bom. 
No Verão já tinha tomado de assalto a cozinha lá de casa para algumas experiências e ainda que o resultado fossem cores tímidas porque o processo não era o mais correcto, fiquei maravilhada.
A Fátima deu-nos as directrizes mas o lema aqui é mesmo experimentar, testar e combinar. Daí que este post não é uma receita de como fazer tinturaria natural, mas mais uma registo fotográfico do que pode ser feito e dos resultados que podem ser obtidos. Durante este dia, usámos casca de cebola, vara de ouro, phitolaca, cochenilha, ruiva, pau campeche e claro, a jóia da coroa - o índigo -, que quanto a mim tem o processo mais espectacular porque passa do verde ao azul por oxidação. Mas falámos de frutos vários, caroços, pinhas, paus, flores e folhas, um Universo por explorar, ao alcance de todos.
E eu - que tenho duas mãos esquerdas a cozinhar -, finalmente percebi qual o meu lugar na cozinha e como gosto de pilotar fogões...









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