Experiências ao tear

28.7.16

Ultimamante tenho-me dedicado mais à tecelagem do que à tapeçaria. Não existe aparentemente uma razão especial para isso, à excepção da vontade e de uma veia experimental à qual tenho feito por dar espaço e tempo, porque no meu processo criativo, experimentar é fundamental. 
Noto contudo que, pelo menos por agora, a tecelagem tem sido um melhor suporte e via de expressão. Talvez porque tenho tendência a peças e desenhos mais minimais, talvez porque me permite fundir as cores que gosto de outra forma, porque consigo introduzir os dourados, os prateados e os brilhos de uma maneira mais subtil. Tenho também andado a balançar entre as peças decorativas e as funcionais sem me conseguir decidir para onde pender. 
No fundo, tenho a cabeça a borbulhar de ideias soltas, vontade de criar coisas novas e um labirinto de caminhos que me paralisam mais do que me fazem avançar. Mas há também uma certa calma neste caos e a esperança de que o caminho se vai acabar por revelar.





As imagens são da última peça que terminei e que se tornou num painel decorativo. Gostam?

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