Como entreter um bebé numa viagem de avião?

5.1.18

* fotografia tirada na Casa Nheko no âmbito do Organii Eco Market

Querem saber a resposta? Também eu.
Vamos começar 2018 com uma grande aventura, uma viagem grande, para um lugar especial, mas nem sempre fácil e totalmente imprevisível. Quanto a isto, tudo certo.
Vai ser uma viagem seguramente pontuada por grandes desafios e com os quais lidaremos a seu tempo [para isto também estamos preparados tanto quanto é possível]. 
Contudo, quem já programou, ou tentou programar, uma viagem com uma criança pequena ou um bebé, sabe que entre milhões de questões há duas que - pelo menos a mim - me andam a moer as ideias: 

Como é que eu vou conseguir que ele fique sentado ou entretido durante a viagem de avião?
Que brinquedos levar para ele ter com o que brincar quando quiser e onde quiser?

Vamos em modo backpackers, por isso, o espaço é pouco e as escolhas têm de ser pensadas.
Fiz então um kit, de "essenciais" para uma viagem de avião e não só, composto por:
- 1 livro de imagens, que permite contar histórias, números, fazer jogos, etc;
- um pequeno caderno de folhas em branco para desenhar;
- lapís de cor e pastel;
- dois carrinhos;
- 2 bonecos;
- 2 animais;
- 2 fantoches de dedos;



Que vos parece?
O que acrescentavam ou retiravam?
Alguém já preparou um kit infalível?

Contem-me tudo!





O melhor ainda está para vir

30.12.17

O Instagram diz que estas são as minhas #bestnine fotografias do ano que agora termina e é com elas que ilustro o último post de 2017.
Não me alongando muito em reflexões e deixando para mim a análise das mesmas, olho para 2017 com carinho. Foi um ano de muito trabalho, de grandes desafios, de pequenas conquistas e de grandes aprendizagens. No fim, o balanço é positivo, porque, entre outras coisas, na recta final consegui aperceber-me do que tinha falhado e ajustar o leme para o que está para vir. Em 2018 quero fazer diferente, quero fazer melhor.
Para o ano que não tarda começa, por agora existem desejos e intenções - deixo os objectivos e as metas para delinear mais à frente - e todos eles com um denominador comum: manter o foco no que é importante para mim e deixar a vida acontecer.
Dizendo assim parece fácil, mas acontece que, com a corredia dos dias e a velocidade com que tudo acontece,  é para mim fácil perder este Norte, ser embrulhada na corrente, não me conseguir ouvir no meio de tanto ruído e não ter espaço nem agenda para o improviso.
Por isso, para este novo ano, peço capacidade e discernimento para saber parar, para saborear mais os pequenos momentos, para procurar em mim as respostas e para fazer disso um estilo de vida e uma inspiração. 
Olhando daqui, 2018 tem tudo para ser uma viagem memorável. Espero conseguir manter-me fiel às intenções que hoje partilho com vocês.
Entrem no novo ano com o pé direito, com os dois pés, em cima da cadeira, a bater panelas, a lançar confettis, a dormir no sofá ou com uma nota na mão. Entrem como quiserem, mas entrem bem. 

Feliz 2018!  

Por Janeiro de Cima

29.11.17

Aproveitámos a Black Friday para comprar o que mais nos fazia falta, tempo. Não havia descontos, mas o saldo foi bem positivo.
Sabem aquela sensação de que os dias parecerem maiores quando estamos longe da rotina? Aqui duplica. Acreditem!
A Rede das Aldeias do Xisto, é constituída por 27 aldeias distribuídas pelo interior da Região Centro de Portugal. Janeiro de Cima é uma delas.
Chegámos 6ªfeira à noite e partimos no Domingo ao fim da manhã. Ficámos hospedados na Casa da Pedra Rolada, uma típica casa de pedra com um interior renovado, pensada para nos conectarmos mais uns aos outros e onde a Manuela e o João, nos receberam como quem recebe amigos de longa data. 







Neste espaço de tempo, que parecia curto e nos levou a pensar que tínhamos de andar a correr, tomámos refeições demoradas, caminhámos pela aldeia, apanhámos dióspiros e romãs, comemos uvas e medronhos directamente da árvore, conversámos com quem passava. Vimos quem andasse a apanhar azeitonas, quem levasse o borralho da lareira num balde, quem pacientemente andasse a passear as ovelhas. Fomos ver o Zêzere.




No sábado foi também dia de workshop na Casa das Tecedeiras, onde tive a oportunidade de conhecer o espaço, quem tece, quem gere e as peças bonitas que por lá se fazem.  Para quem como eu, não pode ver teares e fios sem ficar com vontade de levar tudo para casa, assim que se entra é começar a hiperventilar. Como não podia ser de outra forma, foi num ambiente familiar, entre chá, bolos e minis que uma turma animada, empenhada e com vontade de conhecer e explorar os meandros da tapeçaria, se entregou à arte de tecer até a noite já ter caído na aldeia. [as fotos do workshop, ficam para outro post]
Prometemos voltar, portanto, em breve, temos novidades para contar.





○ The Circle Collection ○

31.10.17
Tem dias em que parece que nos movemos em “loops” e que damos grandes voltas para terminar no preciso lugar onde começámos. Ficamos presos num círculo, na repetição, nas sequências dos dias e da vida. Tem dias em que nos apetece romper o círculo ou apenas sair desse para outro qualquer. Mas como? De tanto andar à volta, baralham-se-nos as ideias e muitas vezes paramos, na expectativa de que a tontura passe. Para não entrar nesse marasmo, não ficar tonta e continuar a reflectir, lancei uma colecção - repetitiva e cheia de loops –, criada com o recurso a um movimento que ao atingir uma determinada cadência se tornou meditativo. 
Chama-se “Circle Collection” [essa forma pura da geometria que tantas vezes nos deixa enviesados].


Who Runs The World?

29.5.17




Eram 15, só senhoras e não consegui fazer um único vídeo no Insta Stories...Está tudo dito não está?!
Foi o grupo da freguesia da Assenta, o penúltimo deste projecto que já começa a deixar saudades. Amanhã é dia de rumar a Torres Vedras e conhecer os "the coolest weaving students" do Monte Redondo. 

Agora é hora de preparar tudo. Até amanhã.



Tábuas Tecidas

28.5.17

 O Artlier é uma escola de artes e ofícios em versão "caixinha de surpresas". Quem chega à porta, em Campo de Ourique, não consegue imaginar o que se passa lá dentro - amplos espaços de trabalho, mesas e paredes forradas a ferramentas, cadeiras penduradas um pouco por todo o lado, móveis antigos, peças para restaurar, tubas, pincéis, tintas...Um caos calmo que aguça a criatividade, o paraíso para quem gosta de criar.


Pois bem, foi no meio deste cenário que montámos a mesa de trabalho para uma Oficina de Iniciação à Tapeçaria, em tábuas apanhadas na praia. Durante o workshop, experimentámos e aprendemos as técnicas e pontos base, falámos sobre as imensas possibilidades de suportes onde tecer, experimentámos materiais e criámos texturas. Foi uma tarde muito bem passada, animada e com resultados, embora seja suspeita, muito bons mesmo. Deixo-vos algumas imagens para espreitarem o que por lá se passou e para descobrirem um bocadinho o Artlier. 
Voltamos a Campo de Ourique em Setembro (quando houver data certa aviso) e vamos até Cascais no próximo fim-de-semana, ao Estúdio da Vila, para uma nova Oficina. 







Paisagens Tecidas III

23.5.17
A última aula da semana passada, levou ao edifício da Porta 5, da Câmara Municipal de Torres Vedras, e até mim, 10 simpáticos alunos da freguesia do Outeiro. Chegaram animados e foram ainda mais, satisfeitos que estavam com os resultados da manhã. A prova é a fotografia de grupo! 
Amanhã voltamos às aulas mais cool de tapeçaria, logo pela manhã e podem sempre nos acompanhar-nos pelas histórias do Instagram.