Enfeirar

27.4.17

Duas coisas que gosto muito: tecer e feiras de velharias - esta última pelo efeito surpresa ou de frustração e por ser a oportunidade de encontrar objectos bonitos, valiosos ou só engraçados. É um programa que eu gosto e que faço sempre que consigo. 

A minha última ida a uma feira de velharias, foi uma espécie de sorte grande, porque não só trouxe para casa uma secretária para criança, de madeira, daquelas que lembram as da escola de antigamente, com tampo inclinado, banco e toda uma peça só, como ainda dei de caras com estas duas raquetes de madeira, da marca Slazenger, que claro, acabaram a ser tecidas!

Esta experiência abriu todo um novo campo de possibilidades para mim e acabou por juntar duas actividades que gosto - à semelhança das tábuas tecidas que juntam o tecer com as idas à praia. Por isso tenho cá para mim que me vou tornar numa espécie de caçadora de peças antigas, objectos vintage e demais tralhas.
Por aí há amantes, entusiastas e aficcionados de feiras de velharias? 
Quais são as melhores para visitar?


*As duas raquetes estão disponíveis para venda.

[ Entretanto]

20.4.17

No início deste ano, assumi comigo a responsabilidade de que ia dar mais atenção a este lugar, porque queria mesmo que ele se tornasse uma espécie de diário gráfico digital, das minhas pesquisas, evoluções e descobertas, mas não só. Queria também utilizá-lo para tirar dúvidas, incentivar a DIY, mostrar outros trabalhos, outras pessoas e tudo o que fosse, do meu ponto de vista, inspirador. Tinha e tenho até um novo projecto para ele (imaginem!). Mas o meu último post é de Janeiro - está tudo dito, não está? 

Não sei se é falta de tempo, se de gestão, se de conseguir implementar um ritmo ou uma rotina de vir aqui uma ou duas vezes por semana contar o que se passa ou mesmo falta de segurança, por muitas vezes achar que o assunto em questão não tem assim tanto interesse para outros além de mim. Isto de ter um blog para alimentar, tem muito que se lhe diga e eu decididamente tenho muito que aprender. 

Sem querer usar isto como razão para não ter escrito um único post em três meses, a verdade é que tenho estado imersa em trabalho, a dar mergulhos num projecto grande e, confesso, embora seja mulher não sou um ás do multitasking. 

Mas hoje apeteceu-me muito regressar e cá estou. 
Querer é poder, por isso, volto já!

Boa sexta-feira minha gente ♡

Ultimamente, por aqui

10.1.17

Apanhar tábuas na praia, tratá-las, tecê-las e dar-lhes uma função para além da meramente decorativa - como de base para copos e chávenas ou ainda como pequenos tabuleiros para o café -, tem sido o ponto de convergência por aqui. As "Tábuas Tecidas" é um projecto, dada toda a envolvência,  pelo qual tenho um grande carinho e por isso este ano decidi explorá-lo mais. 
Janeiro tem sido um mês em que tenho feito um esforço grande para me concentrar no essencial, por manter o foco, por não me dispersar, um trabalho que não é fácil para mim, não só porque hoje facilmente nos perdemos a navegar pela Internet, mas também porque tendo a ser uma pessoa um bocado caótica a nível criativo. 
Este mês, faço também a estreia em dois eventos: o Domingo de Bazar , a 22 de Janeiro, onde poderão ver ao vivo muitas das "Tábuas Tecidas" e conhecer projectos interessantes; e o "A,B,C da Tapeçaria" em formato de actividade de família, a 28 de Janeiro. 
Encontrar tempo para me dedicar a outras coisas que gosto, porque muitas vezes é nelas que mais bebo inspiração, também é palavra de ordem para este ano e por isso, estou quase a terminar um pequeno projecto de tricot, no qual utilizei o fio Zagal  e comecei a ler um livro - presente de Natal - que é uma compliação de entrevistas da Anabela Mota Ribeiro à única Paula Rego.

Boa Semana para todos.

Dries Van Noten

4.1.17

As artes e o design têxtil estão literalmente na moda. Ao longo dos últimos anos, vários têm sido os criadores a usá-las para apontamentos nas suas colecções e este ano não é excepção.
Tecelagem, tricot e macramé foram as escolhas de Dries Van Noten para algumas das peças da colecção de homem da Primavera de 2017. Uma verdadeira inspiração para um exercício de "pensar fora da caixa".

Greenery

2.1.17


No final de 2016 a Pantone voltou a ditar as regras no que às cores diz respeito, anunciou ao mundo os tons de 2017 e entre eles a cor do ano, Greenery (PANTONE 15-0343). Este verde "folhagem" simboliza "um novo começo" e pretende apelar a uma reaproximação do Homem à Natureza, e como é hábito, vai influenciar as tendências de moda, publicidade, e design.
Não sendo uma cor fácil de usar, a empresa deixou uma recomendação aconselhando a sua utilização combinada com cores neutras, tons claros, pastéis, metálicos ou tons mais escuros de verde, como o Kale que também faz parte das escolhas para 2017 e que eu pessoalmente gosto muito mais.
Amarelo, rosas e tons de azul completam as dez cores escolhidas pela Pantone e que vamos abordar aqui em outros posts, tentando perceber a melhor forma de as combinar.
E vocês, o que acham da cor do ano? 

* fotos: lucinda popp | still life photography | pinterest | cotemaison.fr | jungle office



2016

30.12.16

Não vou fazer balanços. Termino 2016 com a sensação de que foi um ano bom mas com a certeza que passei ao lado de muitos dos objectivos traçados e das resoluções propostas. Foi também uma opção. Com um bebé pequenino e sem tempo para chegar a tudo, abrandar foi a escolha que se impôs e a que fazia sentido. O tempo era mais do que precioso (ainda é) e eu queria assistir de plateia a todas as primeiras graças, ditos e conquistas. Queria viver o mais devagar que conseguisse para ver se congelava no tempo os momentos que sabia que não voltavam a acontecer. Foi uma missão cumprida. Agora abre-se um novo ano e com ele novos projectos, objectivos e metas. Tenho a sensação que vai ser um ano meio louco, tenho muitas ideias que gostava de testar e experimentar, estou com muita vontade de fazer acontecer e confesso que estou bastante entusiasmada com tudo isso. Por estes dias vou continuar a recarregar a bateria para agarrar o novo ano com força. 
Resta-me agradecer a todos os que estiveram desse lado incondicionalmente, pelo apoio, pela paciência e pela simpatia. Vemo-nos em 2017, por aí e também por aqui, neste espaço que vai voltar a ser regular. 

Entrem com os dois pés.
Bom Ano!

Alquimia da cor

29.11.16


Há qualquer coisa de mágico na tinturaria natural. É a conclusão mais unânime em quem aprende, experimenta e domina a arte de tingir com o que a Natureza tem para oferecer. Em Outubro, tive o prazer de passar um dia com um grupo animado a aprender esta arte com quem a domina - a Fátima Gavinho -, num lugar especial - o Museu de Etnologia -, e foi realmente bom. 
No Verão já tinha tomado de assalto a cozinha lá de casa para algumas experiências e ainda que o resultado fossem cores tímidas porque o processo não era o mais correcto, fiquei maravilhada.
A Fátima deu-nos as directrizes mas o lema aqui é mesmo experimentar, testar e combinar. Daí que este post não é uma receita de como fazer tinturaria natural, mas mais uma registo fotográfico do que pode ser feito e dos resultados que podem ser obtidos. Durante este dia, usámos casca de cebola, vara de ouro, phitolaca, cochenilha, ruiva, pau campeche e claro, a jóia da coroa - o índigo -, que quanto a mim tem o processo mais espectacular porque passa do verde ao azul por oxidação. Mas falámos de frutos vários, caroços, pinhas, paus, flores e folhas, um Universo por explorar, ao alcance de todos.
E eu - que tenho duas mãos esquerdas a cozinhar -, finalmente percebi qual o meu lugar na cozinha e como gosto de pilotar fogões...